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segunda-feira, 6 de junho de 2016

QUANDO COMER É UMA DIFICULDADE



Crianças, em certas épocas do seu crescimento, parecem ter uma missão na terra: enlouquecer seus pais! Isso pode acontecer desde a época de bebê, com cólicas inconsoláveis, passando por pirraças e birras em torno de 2 a 3 anos, contestação em torno de uns 8 a 9 anos e, para culminar, a adolescência. Uma das coisas que é capaz de enlouquecer os pais é a questão da alimentação. 
Hoje, num post rápido, queria lembrar duas ou três coisas a respeito de como podemos tentar (vejam que sou realista) ajudar nossos filhos a comer um pouco mais melhor e mais saudável.
A primeira, e talvez mais importante sugestão é: brinquem! O lúdico tem sempre mais chance de surtir algum resultado com crianças (e adultos também). É impossível explicar o valor nutricional de um alimento para uma criança. Nem tentem! Ameaçar, nem pensar. Premiar com outras comidas (besteiras e bobagens), não é nada recomendável. Sobram algumas coisa:
– Levar a criança para escolher a comida  junto com você. Claro que não vai desfilar pelas gôndolas de biscoitos ! A conversa entre vocês pode ser: vamos escolher a comida que vamos preparar juntos.
– Preparar (mesmo não indo ao supermercado com seu filho) a comida juntos. É uma brincadeira que costumam adorar. Se divertem fazendo e depois ficam com um certo compromisso de provar (certo não é compromisso firme!).
– variar a forma de preparar um mesmo alimento. Às vezes o que não é aceito de um jeito, é de outro. Pense em purês, souflês, empadas, recheados etc. Aquela coisa monótona da comidinha bonitinha, cozidinha, separadinha no prato pode não agradar. Sejam criativos e ousem nas receitas.
– Variar na forma de apresentar a comida. Vejam as fotos acima de ideias muito criativas de como apresentar a comida. Se, na hora de comer, puderem estar comendo juntos, melhor ainda. Contando histórias e criando um momento divertido. Vamos comer o olho do peixinho ou as joaninhas….
– Comer juntos, como dito acima é muito bom, para todos. A criança ver os adultos comendo (saudável) tem um modelo em quem se mirar, Modelos são muito mais eficazes do que papo, conversa, persuasão.
– Tentar um alimento novo ou recusado por em torno de dez ocasiões. Alguns estudos mostram que oferecer, um pouco só, antes da comida preferida ou aceita, por diversas vezes (até umas 10), em muitas situações reverte uma recusa.
– Lembar que crianças desenvolvem paladar e alguns alimentos elas não gostarão mesmo. Há que se respeitar esse paladar. O que é bem diferente de considerar como paladar uma criança que só gosta de iogurte e batata frita!
– Ser tolerante com a recusa, sem ceder aos apelos de trocar a alimentação definida por vocês por algum “capricho”. Crianças se beneficiam desse sentimento de “pena” dos pais. Fiquem tranquilos, filhos que se recusam a comer, não ficarão desnutridos, da noite para o dia.
Finalmente, é preciso reconhecer que crianças, muitas vezes , conseguem, de fato, enlouquecer os pais. Com comida isso não é raro. Se acontecer com vocês, relaxem um pouco.

Texto autoria: Pediatra: Roberto Cooper: https://robertocooper.com/




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