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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FEBRE: MITOS E FATOS

Olá mamães, tudo bem com vocês?


Espero que tenham gostado do novo layout do blog, modéstia parte achei que ele ficou lindo. Não sei se perceberam, mas agora o blog também é .com.br. Estou muito feliz com essas mudanças boas no blog.





Se tem uma coisa que me deixa desesperada é febre. Quando o Caleb já começa a ter uma febre baixa, já sou dessas desesperadas que coloca o termômetro a todo momento para ver se a febre abaixou ou aumentou. E quando passa de 38, ai que me descabelo. Rsrsrs!
Algumas situações se repetem nas vidas das crianças, como por exemplo,febres,resfriados e tosses. Portanto, acho que posso repetir esses  assuntos no blog, tentando transmitir mais informações que ajudem os pais.
A grande maioria dos pais se preocupa, além do necessário, quando seus filhos têm febre. Alguns não dormem, passando a noite em vigília, armados de um termômetro e verificando a temperatura de tempos em tempos. O receio de que a febre possa produzir algo grave na criança é compartilhado por muitos pais. De um modo geral, as febres são inofensivas. A seguir, vou listar alguns fatos, na tentativa de ajudá-los a colocar a febre em uma perspectiva menos assustadora.

Mito: sei que meu filho está com febre quando eu coloca a mão nele e percebo que está quente.
Fato: crianças podem estar quentes por várias razões, tais como: brincar e correr intensamente, chorar, ao sair de uma cama onde estavam enrolados em cobertores ou até mesmo ao ar livre em um dia quente. Nestas situações, estão “trocando calor com o meio ambiente” para manter a temperatura do corpo. Se após 10 a 20 minutos em uma situação diferente (parados, fora da cama, sem chorar, na sombra), ainda persistir a sensação de que estão quentes e, principalmente, não parecem estar se sentindo bem, 80% destas crianças provavelmente terão uma febre. A única maneira de ter certeza é medindo a temperatura do seu filho com um termômetro. Portanto, em condições normais, a mão pode ser um indicador inicial de febre, mas o melhor, mais preciso, é medir a temperatura  com um termômetro.
Mito: toda febre é prejudicial para a criança e, por esse motivo, deve ser combatido imediata e energicamente.
Fato: a febre ativa o sistema imunológico (de defesa) da criança e ajuda o organismo a combater a infecção. A febre é um dos mecanismos de proteção que o nosso corpo tem. Febres que variam entre 37,8 e 40 graus são, de fato, benéficas para as crianças. No entanto, quando a febre produz muito desconforto (a criança fica muito caidinha), não faz sentido deixá-la se sentir dessa forma e se justifica dar um antitérmico (remédio para febre). Portanto, uma criança com 39 graus de febre, que esteja com bom aspecto, brincando, não tem necessidade de ser medicada imediatamente.  O remédio para febre deve ser dado mais em função do desconforto da criança do que da temperatura dela.
Mito: febre acima de 40 graus é perigosa e pode produzir lesão cerebral.
Fato: somente ocorre lesão cerebral quando a temperatura atinge 42 graus. Esta temperatura não é atingida em doenças infecciosas. Somente em situações onde a temperatura ambiente seja extremamente elevada é que uma criança pode chegar a 42 graus (como por exemplo, quando esquecida dentro de um carro fechado em dia quente ou acidentalmente fica fechada em uma sauna).
Mito: toda criança com febre alta corre o risco de ter uma convulsão febril.
Fato: apenas 4% das crianças apresentam convulsões febris.
Mito: convulsões febris são perigosas e produzem danos à criança.
Fato: convulsões febris são assustadoras, mas, em geral, cessam em até 5 minutos. Não produzem dano permanente algum à criança. Crianças que tiveram convulsão febril não apresentam risco maior de atraso no seu desenvolvimento ou aprendizado, nem de apresentarem convulsões sem febre.
Mito: sem tratar a febre, ela vai continuar subindo, indefinidamente.
Fato: o cerébro possui um termostato que regula a temperatura. Raramente a febre ultrapassa 40 graus. Ocasionalmente pode chegar a 40-41 graus. Apesar de ser considerada uma febre alta, ainda é inofensiva. Portanto, a febre não sobe indefinidamente. Ela atinge um certo ponto, reduz um pouco, volta a subir, reduz novamente, exatamente como um termostato faz (liga e desliga).
Mito: com tratamento a febre deve baixar até a temperatura normal (sem febre).
Fato: em geral, com tratamento, a febre baixa entre 1 e 1,5 grau. Não baixar completamente não tem nenhum signficado clínico. Não quer dizer que é uma situação mais grave.
Mito: uma vez que a febre baixou com remédios, deve permanecer baixa.
Fato: como a maioria das febres, em crianças,  é produzida por uma infecção viral  e esta dura entre 4 e 7 dias, enquanto persistir a infecção, a febre vai e volta. A febre somente desaparecerá, por completo, quando o próprio organismo conseguir “ganhar” do virus.
Mito: febre alta é sinônimo de doença mais grave.
Fato: uma febre alta pode ou não ser um sinal de doença grave. O aspecto da criança, mais do que a temperatura, sinaliza ou indica a gravidade da doença. Por exemplo, uma criança com 39,5 graus, pulando e brincando não deve ter doença grave. Por outro lado, uma com 38,2 graus, caída, prostrada, quieta, pode ter uma doença mais grave, apesar da temperatura nem ser tão alta. É preciso olhar para o termômetro E para a criança. Mães, em geral, têm um ótimo olhar clínico. Não deixe de usá-lo (não fique fixada no termômetro). O aspecto da criança é mais importante do que a temperatura exata.
Missão impossível– depois desta longa lista de fatos, será que consegui demonstrar que a febre é muito mais uma aliada do que um bandido?  Não estou dizendo que febres não devam ser levadas em consideração. Pelo contrário, sinalizam que algo está acontecendo e merece a nossa atenção. O que eu estou dizendo é que não há necessidade de pânico com febre. Não é preciso ficar acordado à noite em vigília, armado com um termômetro em uma mão e um frasco de remédio para a febre na outra! E, lembrem-se de falar com seu pediatra, caso tenham dúvidas ou se sintam inseguros com relação à febre de seus filhos.

Texto/autoria: Dr. Roberto Cooper: http://robertocooper.com/



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