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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PROTEJA SEU FILHO DO SOL!

Olá mamães, tudo bem com vocês!


Hoje vamos falar sobre os cuidados que devemos ter, em relação a exposição dos nossos filhos ao sol.

Agora no mês de janeiro, eu, meu esposo e o Caleb viajamos para Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Confesso para vocês que não fiquei nem um pouco animada de ir para Ilha Grande, já tinha pesquisado que lá era muito quente, uma verdadeira sauna ao céu aberto. Mas meu esposo quis muito ir, ainda mas que os familiares dele iriam também. Enfim, fiquei muito preocupada com o Caleb, foi a primeira vez dele na praia, ele é muitoooo branquinho, quis evitar ao máximo que ele não ficasse exposto ao sol.


Sinceramente não gostei de Ilha Grande, acho que para os aventureiros, ou casais sem filhos, talvez gostem desse lugar. Mas para quem tem crianças é bem complicado.

O sol estava tão forte por lá, que só saíamos com o Caleb, para a praia depois das 17:30 horas, e mesmo assim eu lambuzava ele de protetor solar. E durante o dia só saíamos da pousada para almoçar, ai eu colocava chapéu, boné, aquela roupinha com proteção solar e muitooo protetor.

Ele usa o Epsol Infantil desde os 6 meses, amo esse bloqueador, o único problema é que ele é caro. A pediatra do Caleb semanas antes de viajarmos, me aconselhou comprar um protetor mais em conta, para poder passar no corpo, e o Epsol como é caro, para passar no rosto. Isso somente na viagem. Porque a quantidade que usamos de protetor em dias de praia, é maior do que em um dia comum.

Mesmo assim o Caleb se bronzeou, para o meu desespero, comecei a me culpar achando que não tinha passado proteção o suficiente. Depois que voltamos de viagem, resolvi pesquisar na internet a diferença do bloqueador para o protetor. O bloqueador não deixa você se bronzear, e o protetor sim. É algo tão simples de entender mas, eu não tinha me dado conta. Rsrsrs!


O Caleb sempre usa o bloqueador solar, até quando vou na padaria, passo nele. Rsrsrs!


Mas é isso mamães se forem viajar com os pequenos, não esqueçam de passar muitooo protetor/bloqueador solar nos pimpolhos.








Na foto acima  o Caleb, estava usando a roupinha com proteção solar que eu falei.  Muito cute né!





Leiam abaixo, a matéria do Doutor Roberto Cooper, parceiro do Glacê Baby.





Verão, sol a pino, dias lindos, calorão, praia, piscina, banhos de mangueira! Sem dúvida, uma estação do ano colorida e alegre. Todo mundo com aquela “cor saudável”! Tudo isso é verdade, menos a parte da “cor saudável”. Por detrás de cada bronzeado excessivo, se esconde um potencial câncer de pele, dentro de anos. As estatísticas mostram que o número de casos de câncer de pele aumenta, de modo significativo. O principal responsável é a exposição ao sol, sem os devidos cuidados e proteção, desde a infância.
Os raios solares são radiações, essencialmente de três tipos: raios ultravioletas A (UVA), ultravioletas B (UVB) e ultravioletas C (UVC). Estes últimos não chegam a atingir a terra e são desviados ou absorvidos antes de entrarem na nossa atmosfera. Mas, os UVA e UVB chegam até nós e atingem nossas peles, podendo produzir queimaduras e alterações nas células que levem ao aparecimento de diferentes tipos de câncer de pele, na vida adulta. A pele da criança tem características que a torna mais susceptível ainda (mais finas, menos melanina- aquele pigmento que nos faz ficar brozeados e protege, de certa forma, a pele).
A pergunta que nós pais devemos nos fazer é: podendo tomar medidas simples e fáceis, temos vontade de evitar que nossos filhos venham a ter câncer de pele ou preferimos pensar que, apesar de sabermos a respeito dos riscos, isso não vai acontecer com nossos filhos (e fazemos pouco ou nada para protegê-los)? Não tenho a menor dúvida de que todos os pais do mundo, diante de um risco imediato, tomariam todas as medidas necessárias para evitar um problema maior. Dou um exemplo extremo: você entra no quarto do seu filho de três anos e o vê sentado naa janela, balançando as perninhas. O que você faria?
a- sairia do quarto para não atrapalhar a brincadeira do seu filho?
b- chamaria seu filho e diria para ele sair porque é muito perigoso ficar sentado na janela?
c- se aproximaria lentamente, sem que o seu filho percebesse ou levasse um susto com a sua aproximação e o pegaria firmemente, tirando-o da janela?
Estou seguro que todos responderiam  letra c. Ninguém ficaria preocupado se o filho gostou ou não de ser tirado da janela, se chorou, fez escândalo etc. O risco era tão grande que não havia espaço para negociação ou conversa. A prioridade era acabar com o perigo, tirando o filho da janela. Pois bem, quando se trata de um problema de igual gravidade, só que no futuro, nosso comportamento se torna diferente. O melanoma, um dos tipos de câncer, tem uma taxa de letalidade altíssima. Isto é, quem apresenta o melanoma tem pouquíssimas chances de sobreviver. Muito parecido com quem cai de uma janela. Mas, nosso comportamento enérgico, firme e rápido para eliminar o perigo da janela não se repete quando se trata de evitar um perigo futuro. Isso vale não só para a a prevenção do câncer de pele, como para todo tipo de prevenção de doenças da vida adulta, evitáveis através de hábitos saudáveis desenvolvidos na infância, como a obesidade, diabetes, infarto, avc etc.
Voltando ao sol e à proteção da pele, o que pode ser feito? A seguir,  algumas dicas para os pais:
  1. Bebês até  seis meses de idade- evitar a exposição ao sol nos horários entre 9 e 17h. Ao sair à rua, usar chapéu  e proteger o bebê com uma sombra.
  2. A partir dos 6 meses, usar protetor solar, exceto nas mãos e rosto. Continuar com a proteção do chapéu, roupas e sombra.
  3. Lembrar que, mesmo na sombra, os raios solares são capazes de queimar porque refletem no chão e nas superfícies. Portanto, sempre há alguma exposição aos raios solares, mesmo na sombra.
  4. Adolescentes tendem a resistir ao uso do protetor porque desejam um bronzeado intenso. Pais não devem temer a reação dos adolescentes e precisam impor certas “regras” para a exposição ao sol (não esquece de passar o protetor, leva o chapéu, usa uma camiseta). Também devem incluir, nas conversas familiares, temas de prevenção de doença, falando sobre câncer de pele. Em um post prévio, publiquei uma foto impressionante demonstrando o efeito do sol sobre a pele, Adolescentes tendem a gostar de exemplos visuais.
  5. Adultos devem dar o exemplo, usando o protetor solar, diariamente. Assim como aprendemos e ensinamos nossos filhos a escovarem os dentes após cada refeição, o uso do protetor solar deve se tornar um hábito diário na vida das pessoas.
A esta altura do blog, ou você está convencido(a) da necessidade do uso do protetor solar, ou já parou de ler! Resta saber qual o FPS e como usar o protetor.
O FPS – Fator de Proteção Solar – é um indicador de quanta proteção aquele produto oferece. Esse número é obtido em laboratório, expondo-se a pele com e sem protetor a uma lâmpada que “imita” os raios solares. Um protetor solar com o fator 15, permite a passagem de 1/15 dos raios solares. Lembrando da matemática do segundo grau, 1/15 = 0,067, arredondando, 0,07. Ou, dito de outra forma, 7 % dos raios passam, o que corresponde a 93% de proteção. Um protetor com o fator 30, seria 1/30= 0,033, arredondando, 0,03 ou 3% de raios que passam, conferindo uma proteção de 97%. Acabamos de ver que um protetor  com fator 30 NÃO  protege o dobro que um com o fator 15!  No final do post, coloquei um gráfico, em inglês, que mostra quanta proteção cada fator dá. Vejam que o 60 não é o dobro do 30!
Mas, não é apenas o FPS que deve ser levado em conta, para garantir uma boa proteção. A seguir dois pontos muito importantes, que, frequentemente, são esquecidos:
  1. A aplicação deve ser feita, no mínimo, meia hora antes da exposição ao sol. O ideal é aplicar o protetor ao sair de casa e não ao chegar na praia ou na piscina. Além disso, o protetor deve ser reaplicado a cada duas horas, independentemente do que diga o rótulo do produto. Não só o produto sai pela transpiração e banho, como a própria luz solar o inativa.
  2. A quantidade recomendada é muito maior do que aquela que habitualmente usamos. Para se ter uma ideia, um frasco de 120ml de protetor, se utilizado adequadamente por um adulto, deveria ser suficiente para entre duas e quatro aplicações. Se uma pessoa ficar exposta ao sol por 4 horas, seria um frasco por dia! Quando aplicamos bem menos do que o recomendado, o fator de proteção solar cai, porque aquele fator que está no protetor foi testado para a quantidade recomendada. Por esse motivo que, apesar de, na curva do gráfico, a diferença entre a proteção dos diversos fatores ser pequena, na prática, acaba sendo mais relevante porque passamos menos protetor do que deveríamos. Uma dica é fazer uma aplicação dupla de protetor. Isto é, passar duas vezes, a cada vez que formos aplicar o protetor, principalmente nas crianças.
Como dito acima, neste post, nosso objetivo, como pais, deverá ser o de desenvolver, em nossos filhos, o hábito do uso do protetor solar, diariamente e não só nas férias ou  nos dias que vão à praia, piscinas ou passeios ao ar livre. Do mesmo modo que exigimos que escovem os dentes, devemos ser rigorosos com o uso do protetor. Todo esse esforço de introdução de um hábito saudável tem a sua recompensa: reduzir, em muito, as chances de um câncer de pele, na vida adulta.
Dá para se divertir e prevenir, ao mesmo tempo.Um bom verão para todos!
Abaixo, o gráfico que mostra o % de proteção (eixo vertical) em função do fator de proteção (eixo horizontal).
curva fps










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