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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PRAIA, PISCINA, BANHO DE MANGUEIRA E… DOR DE OUVIDO!

Ei mamães!

Desculpem o sumiço, além da correria de final do ano natal e réveillon, também viajamos. Eu precisava muito descansar!

Mas agora estamos  de volta,  eu estava com saudades de escrever aqui no Glacê Baby.

O tema de hoje é dor de ouvido, essa época de verão é ótima, podemos levar nossos pequenos para se refrescar nos clubes, praias, brincadeiras na casa da vovó e dos primos, mas é ai que vem a parte chata, as terríveis dores de ouvido.

Por isso nosso parceiro aqui do blog o pediatra Dr. Roberto Cooper, nos dará algumas dicas de como evitar este chato problema.







Continuamos no verão, e que verão! Uma festa para as crianças que se divertem ao ar livre, com uma energia invejável. Correm, pulam, gritam, uma algazarra que traz boas memórias da nossa infância.  Hoje, vou comentar sobre algo que acontece com maior frequência no verão: a otite externa.
A otite externa é uma inflamação do ouvido externo. Para que fique mais claro, sugiro que olhem o desenho no final do post. Verão que o ouvido é composto das seguintes partes:
- Pavilhão auricular, conhecido como orelha;
- Canal auditivo, que vai da orelha até o tímpano, chamado de ouvido externo, que pode ficar inflamado. Quando fica inflamado, o médico fará o diagnóstico de otite externa (nosso assunto de hoje);
- Ouvido médio, que fica após o tímpano. Quando a inflamação é no ouvido médio, o médico fará o diagnóstico de otite média.
O canal auditivo, exatamente por fazer a comunicação entre o exterior (ambiente) e o tímpano, possui alguns mecanismos de proteção e defesa, naturais.  Na parte mais externa, perto da orelha, a pele do canal é mais grossa, com pelos e glândulas que produzem cerúmen (cera). O cerúmen e os pelos são barreiras protetoras do ouvido. Sua função é impedir a entrada de partículas e criar um ambiente que não seja favorável a outras bactérias que não aquelas que vivem normalmente no ouvido. Como em todas as partes do nosso organismo, convivemos com bactérias que são conhecidas como flora bacteriana normal. Muitas destas bactérias têm a função de proteger nosso organismo contra outras bactérias, mais agressivas. Além dos pelos, do cerúmen e da flora bacteriana, o canal auditivo vai ficando mais estreito à medida que vai se aproximando do tímpano. A pele que reveste o canal também se modifica, ficando mais fina e frágil, ao se aproximar do tímpano.
Essa longa explicação tem como objetivo facilitar a compreensão de como pode acontecer uma otite externa. A seguir, algumas das principais causas:
  1. Água- quando o ouvido externo fica muito tempo em contato com a água, a pele que o reveste, fica mais macia e frágil. Basta olhar para a pele das mãos, depois de um bom tempo dentro d´água. Fica bem diferente, toda enrugadinha, mole. A pele dentro do ouvido externo, principalmente aquela mais fininha, perto do tímpano, também sofre alterações e fica mais vulnerável à ação de bactérias trazidas pela água ou até das bactérias “amigas” que moram no ouvido externo e que podem se aproveitar de uma fragilidade da pele para se tornarem bactérias “inimigas”. Além desse efeito sobre a pele, a água pode quebrar a barreira natural do cerúmen, facilitando também a ação de bactérias. Quando as bactérias conseguem vencer essas barreiras, ocorre uma infecção e o organismo responde com uma inflamação. Como a pele perto do tímpano é muito fina, ela também é muito sensível. Assim, uma inflamação pequena pode produzir uma dor intensa, o que, geralmente, é o sintoma principal da otite externa. Depois de um dia divertido na praia, piscina ou brincando com a mangueira, uma noite com dor de ouvido, forte!
  2. Trauma- a limpeza excessiva ou agressiva do ouvido externo pode romper as barreiras descritas (principalmente o cerúmen) e facilitar a infecção com a consequente inflamação.
  3. Uso frequente de de objetos que ocluem (fecham) o ouvido externo, como por exemplo os fones auriculares, tampões de natação, podem alterar as barreiras descrita. Esta causa é menos frequente e é preciso que o ouvido externo fique fechado por muito tempo, muitas vezes, para favorecer uma infecção.
Como desconfiar que uma criança está com otite externa? Dor é o principal sintoma. Uma criança que está bem, sem febre e apresenta dor de ouvido, provavelmente tem uma otite externa. Se ela passou o dia na água, as chances aumentam. Além da dor, a criança pode sentir o ouvido coçar ou descrever uma sensação de entupimento. O diagnóstico certo, só pode ser dado pelo médico, após examinar o ouvido da criança. Enquanto a criança não for examinada pelo médico, os pais poderão dar um analgésico por via oral e fazer um pouco de calor sobre o ouvido, usando uma bolsa de água morna ou um pano passado a ferro, sempre verificando antes se não está quente demais, para evitar queimaduras.  Só o médico deve prescrever o tratamento específico.


Nestes dias de verão, para prevenir a otite externa, existem algumas sugestões “caseiras”:
- Antes de entrar na água, pingar uma gota de óleo mineral em cada ouvido. A intenção é criar um filme que proteja o ouvido externo da ação da água;
- Ao sair da água, pingar uma gota de solução saturada de álcool boricado a 3% (é preciso encomendar em farmácias de manipulação). A intenção é “retirar” a água que entrou no ouvido com um leve efeito antisséptico (contra as bactérias).
- Não usar cotonete. O cotonete pode remover o cerúmen que é um protetor natural ou empurrar a cera mais para dentro do ouvido, criando um tampão. O cotonete só deve ser usado na parte externa da orelha. Lembrem-se que o ouvido tem um mecanismo auto-limpante!



Site do Dr. Roberto: http://robertocooper.com/





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